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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FILHO, SE NÃO, É MEU PAI

Quem é você?
Eu sei dizer tão bem
É doce, gentil, cavalheiro
Menino um pouco sem jeito
Às vezes não sabe o que dizer
Outras, diz tudo que preciso ouvir
Desperta meu lado mais fraco
E me ensina a ser forte e guerreira
De longe, como amigo
Ou de perto, com abraço
Sempre que necessito
E confio tanto
Pega o violão
Toca algo pra mim
Canta aquela pra eu dormir
Fala da sua vida passada
Antes de eu aparecer e revirar tudo
Conta suas aventuras
Daquele tempo bom que era o centro
Hoje é mais maduro que isso
Com cenas de infantilidade
Mas eu gosto, não posso negar
Desse jeito que é só seu
Ou não. Mas não importa
Você é mais, e sabe disso
Pelo menos é pra mim
E eu amo assim
Dedicando essas palavras
Que não são lá essas coisas
Mas são daqui de dentro
E nem por um momento
Vou dizer que não dá
Vou estar aqui sempre que precisar
Se tiver que sair correndo, eu saio
Se tiver que andar muito, eu ando
Pulo até um muro
Faço todo o esforço
Eu faço por você, porque merece
Porque faz por mim o que ninguém faz
Somos diferentes, diferenciais
Somos assim, nós dois em negrito
Como só nós sabemos
Com o que só nós entendemos.


domingo, 18 de setembro de 2011

LÁ.

Lá vai ela
Ela Lá
Lá não é o nome dela
Lá é ela
O jeito, sei lá
Mas lá onde ela está
É ela lá
É Lá
Lá é a sexta
Não, Lá é a primeira
Lá é referência
E Lá sabe o que faz?!
Mas lá na casa grande
A Lá se faz
Lá na rua
Dança o Lealá
Lá é nota
Lá é menina
O sol brilha lá
E “si” der, vá lá
Lá é onde o mundo tá
Do lado de lá
Lá vai a menina
A menina Lá
Lá não é o nome dela
Lá é ela
O jeito, sei lá.



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CÉU, SOL, SOM

Andar descalça na beira da praia, sem nenhuma intenção. O mar fala pelos cotovelos, e uma canção é improvisada. Uma dança toma conta. Vento, brisa, voz, maresia. Um violão invisível é tocado. Um canto fora do normal, um passo admirável. Harmonia de sons e movimentos, ambiente perfeito. O céu é a platéia, o sol assiste encantado. O mundo parece apaixonado, parado ali diante de um show. Mirando atentamente uma menina ingênua que move seu corpo no ritmo de uma melodia imaginária. 



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MEU AMAR VOCÊ.

Tenho que dizer
Ser sincera
É sobre tuas tantas palavras de amor
Não. Eu não te amo como tu me amas
E também não te quero como me queres
Não sinto saudades como tu sentes
Não me acho tão boa assim como tu achas
Mas se não for incômodo
Se não fizer mal
Eu te amo, muito
Eu te quero comigo, sempre
Sinto tua falta, bastante
E agradeço por tudo de bom que me és
Obrigada por existir em minha vida
Já não me imagino sem ti
E se por ventura minhas palavras não agradam
Peço-te perdão
Não foi minha intenção
Só falei de coração
Sem maldade, sem malícia
O que não acho ruim
O que é verdadeiro, que está dentro de mim
Mas espero sim que gostes
E que digas mais
Que estarás sempre ao meu lado
E vais ser sempre meu amigo
Porque preciso de ti
E acho que já sabes disso
Repetindo, eu te amo
Fique sempre aqui comigo.


A um amigo mais que especial, que está comigo agora, prometeu o sempre, e eu confio  ♥ 



domingo, 11 de setembro de 2011

PARA TODOS

Já me disseram uma vez que eu sei escrever
Mas que não escrevo o que todos querem ler
Eu pensei bem no assunto, e me senti desafiada
Escrever pra quem chora, e pra quem dá risada

Pensando em como fazer, pareceu complicado
Poetizar a mesma coisa pra ser vista de dois lados
Será que eu consigo? Será que sou assim tão boa?
Ou no fim das contas, vai ser mais um texto à toa

Posso ponderar de como é lindo se viver o amor
Ou posso falar das tristezas da vida, de toda a dor
Utilizar minhas palavras simples para fazer sorrir
Ou abusar das mais maldosas, dos males que vivi

Contar como são lindos os caminhos por onde andei
Ou relatar as pedras e espinhos, o quanto eu chorei
Sim, pensando bem, creio que possa ser bipolar
Posso falar aos alegres, e aos que querem chorar

Tenho esse dom, o de arrancar sorriso e lágrimas
Mas isso só mostro mesmo nas próximas páginas.




sábado, 10 de setembro de 2011

SINA.

Saudade
Palavras não esquecidas
Mas que não consigo lembrar

Sorriso
Aquele jeito encantador
De ser tão cínico e dissimulado

Passos
Afastamos-nos mais a cada dia
E quem pediu? E de quem é a culpa?

Sinceridade
Já não sei até onde fomos verdade
E desde quando somos mentira

Choro
E a hora de crescer
Perto ou longe um do outro

Paz
E a sensação de dever cumprido
O que foi, apenas foi, sem mais nem mais.

DESILUSÃO.

Lá estava ela, mais uma vez, escrevendo palavras de decepção. O calor da raiva a protegia do frio do lamento da inocência. Acreditou firmemente que a máscara tinha sido retirada, apostou todas as cartas, perdeu em mais um jogo. Agora sorri ironicamente diante do orgulho. Busca consolo imediato, um ombro amigo, mas teme a aproximação. Sente a solidão. Não é capaz de chorar, pois deixou seu coração em uma vila não tão distante. Só lamenta como creu, como pensou, o quando esteve disposta, e para nada. Tanto que seria em vão. Não consegue levantar, não tem mais força alguma. Perderia uma batalha como um galho despenca em uma cachoeira. Seria levada fácil e lentamente pelas águas correntes. Por que escrever, se pode flutuar? Poderia cessar sua tristeza sob a chuva, esperar o arco-íris colorir seus olhos. Mas sendo tão delicada, não sobreviveria aos pingos pesados. Queimaria lentamente nas chamas mais ardentes, e não derramaria uma lágrima sequer. Pra que lamentar, se pode arder? Talvez gostasse, talvez tivesse acostumado com a dor. Nem mesmo ela sabia responder o que se passava em sua mente diante de mais um show. Fim de cena, e lá estava ela, sentada, escrevendo palavras de decepção. No papel não caía uma lágrima, não era capaz de chorar, um dia deixou seu coração no São Francisco!




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O ultimo desabafo

E, por um segundo, deixei-me levar pela doce ilusão de que o destino guiava nossos caminhos a se cruzarem. Jurei solenemente que nossas vidas se uniriam, tornando-se uma só. Acreditei, mergulhei de corpo e alma na fantasia, cheguei a pensar que sabia demais. Errei, e quando caí, senti que o chão faltava. A força da dor me prendeu no momento em que as feridas cicatrizavam, como se esfriassem mais a cada dia, esfriando também meu coração. Meus sentimentos dormentes já não mais ajudavam o próximo. Quase um estado vegetativo, podendo apenas respirar, sem sentir ou pensar, apenas tentar sobreviver à desilusão de perder o que no fundo jamais havia me pertencido!



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MINHA INSPIRAÇÃO

Eu não sei compreender
Eu não sei lhe desculpar
Eu não sei o que sentir
Eu não sei me expressar

Nunca entendi os erros
Nunca entendi mal feitos
Nunca entendi o egoísmo
Nunca entendi os defeitos

Jamais pensei em me iludir
Jamais pensei em me doar
Jamais pensei no que se é
Jamais pensei no que será

Tentei achar respostas
Tentei achar explicação
Tentei achar na sanidade
Tentei achar no coração

Lutei contra o que eu sentia
Lutei contra minha solidão
Lutei contra tanta saudade
E perdi para essa escuridão

E assim, quando vi, perdi a linha
Perdi o raciocínio, perdi a noção
Já não sabia o que e como eu era
E nem lembrava da nossa canção

Digo então que agora sei
Aprendi muito bem a lição
Eu posso lutar contra tudo
Menos contra essa emoção

Nunca entendi o amor
Jamais pensei em amar
Tentei achar uma saída
E por fim cansei de lutar

Eu te amo, não tem jeito
Eu não posso mais negar
E se isso for um defeito
Podem vir me condenar

Já não me importo com nada
Nem com o que eles vão falar
E no frio dessa noite maldosa
É você que deve me esquentar.

A um louco.

AMIZADE.

Olhe essa fotografia, quando olho pra ela, morro de rir. Isso é o começo de uma música, mas se aplica tão bem aqui. Quando olho pra nós, carinhas de crianças, bichinhos do mato, olhos ingênuos. Nunca imaginei que sentiria tanta saudade de momentos tão sem noção. Que o tempo passaria, que a distância nos pegaria, que tudo seria assim, solidão. Que falta de rir das lezeiras, das caretas, das piadas sem graça, das brigas no meio da praça. Saudades dos gritos, dos choros, dos abraços de consolo. Como dói lembrar de tantos momentos, sentindo esse abandono, temendo que seja o fim. Que chato pensar em vocês como se fizessem parte de um passado distante. Que ruim achar que o arremate pode nos ter feito vítimas, e que não tem como voltar. Que péssimo sentir minha lágrima escorrer enquanto escrevo o quando sinto falta. E a mim, agora, só resta a paciência e a fé. Acreditar que tudo ainda vai ser como era antes. Que nossa terra do nunca existe, e que fora dela, nada mais importa, nada é real. Que sempre seremos nós, juntos pra tudo, coisas boas ou não, úteis ou em vão, companheirismo e emoção. Prefiro simplesmente abrir esse sorriso, e acreditar que ainda é pra sempre!  

                                 Aos meus idiotas que eu amo


Mais além desses da foto.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SAI.


Sabe? Eu estava excelente antes de você aparecer com seus olhinhos doces. Doce ilusão, doce amargura. Mas eu percebi que o que eu vi em você não existe. Muito pelo contrário. Você é um lixo. Ou menos até do que isso. Pare de me fazer elogios. Não cite mais o meu nome para nada. Sim, eu sei que sou boa. Dispenso sua falsidade. Dispenso até você. Sai. Vou lhe dizer quando quero ver esses olhos dissimulados de novo: nunca. E sabe quando você vai ouvir minha voz novamente? Logo. Porque vai insistir, vai me procurar. Vai me telefonar com um número desconhecido, só para me ouvir dizer “alô”. Você vai fazer isso porquê é patético, fraco. Eu tenho dó de você, você me dá nojo. Anda, já disse pra ir embora. Não se preocupe, eu não vou ficar com nada que é seu. Mandarei tudo para seu novo lar. Por que não vai com ela? Ela deve ser muito boa para você trocar toda a nossa vida, não é? Então, vai atrás dela. Mas já posso adivinhar, ela não lhe quer. Sabe por quê? Eu digo. É porquê você é um merda. Você não é bom em nada, não sabe nada, e o pouco que conquista, perde. Tenho pena de você. Agora eu vou tomar um banho, e é a ultima vez que digo: sai daqui.

domingo, 4 de setembro de 2011

Fonte de contradições

Sinto-me vazia, como uma caixa de ar. Sou só espaço, sedento por um complemento que está contigo. Guardado. E espero, dia após dia, a chance de tomar de volta isso que é meu, para que possa entregar a quem o mereça, já que não foste digno de ter. Não quero mais ver teus olhos entre as árvores. Não quero mais buscar teus trejeitos entre as sombras. Eu quero enxergar o novo, e teu som ecoando em minha mente insana não deixa. Porque nem de longe me deixa em paz. Porque nem de longe me deixa sorrir. Porque nem tão longe parte de mim. Porque sinto a falta, e não posso negar. Amo, bem pouco, pelo que me tirou, e também pelo que me deu. Mas eu odeio, muito, pelo que me deixou, e pelo que me tornou. Assim, vazia, cheia de nada. Assim, seca, sozinha, tranquila, desesperada. Gritando internamente, sorrindo aos olhares, e desejando teu mal, do meu lado, por noites intermináveis. 


Insistência


Tenho dificuldades de escrever
Quando estou escrevendo pra você
Tento me expressar, seguir um padrão
Mas é difícil
E perco as linhas
Perco as palavras
Fica só a inspiração
Isso é suficiente? Acho que não
Mas eu continuo tentando
Ouço a música certa
Penso nos nossos melhores tempos
Insisto em te dar minhas palavras
E sei que um dia vou conseguir
Descarto todos os textos pra você
Saem fracos, não sei porquê
A saudade não ajuda
Nem a lembrança
Não sei como fazer
Mas eu ainda insisto
Eu sou tão boa nisso
É que você me tira tudo
Até a criatividade
E não sei como dizer
Nem mesmo sei o que sinto
Mas eu estou aqui
Tentando entender
Tentando mostrar
Tentando que você entenda
Será que vamos conseguir?
Não sei, só espero
Insisto com essas palavras tolas
E esse texto fraco
Não é um começo, é mais uma insistência
Espero muito que entenda
Que veja seu nome no meio
Mesmo que não esteja
É pra você que eu amo tanto
Meu amigo, minha exceção
Um amor, uma razão.


Àquele que não é mais nem menos do que simplesmente importante. :)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Chuva que Traz Saudade


Água que cai sem parar
O céu está desabando
Sobre mim, as tristezas
Sobre ti, a indiferença
Sobre nós, a distância
E quem sabe a saudade
De você, sim, e de mim?
Eu não posso responder
Realmente não sei dizer
Então eu fico quietinha
Olhando a chuva lá fora
Os pingos são tão claros
É bonito, eu gosto muito
Também adoro tempo frio
Encolho-me em um casaco
Tomo alguma coisa quente
Pensando, lembro da gente
E mais uma vez, saudade
Mas logo passa. Eu sei
Levanto-me, sigo, saio
Já parou de chover lá fora
Vou olhar o arco-íris, lindo
Vou correr atrás de você
Não. Eu vou esperar aqui
Você vir atrás de mim, sim
E se vier, quantos sorrisos
Se não vier, ah, que pena
É assim que eu levo a vida
E outra vez, chove lá fora.