Pages

domingo, 4 de setembro de 2011

Fonte de contradições

Sinto-me vazia, como uma caixa de ar. Sou só espaço, sedento por um complemento que está contigo. Guardado. E espero, dia após dia, a chance de tomar de volta isso que é meu, para que possa entregar a quem o mereça, já que não foste digno de ter. Não quero mais ver teus olhos entre as árvores. Não quero mais buscar teus trejeitos entre as sombras. Eu quero enxergar o novo, e teu som ecoando em minha mente insana não deixa. Porque nem de longe me deixa em paz. Porque nem de longe me deixa sorrir. Porque nem tão longe parte de mim. Porque sinto a falta, e não posso negar. Amo, bem pouco, pelo que me tirou, e também pelo que me deu. Mas eu odeio, muito, pelo que me deixou, e pelo que me tornou. Assim, vazia, cheia de nada. Assim, seca, sozinha, tranquila, desesperada. Gritando internamente, sorrindo aos olhares, e desejando teu mal, do meu lado, por noites intermináveis. 


0 comentários:

Postar um comentário